Primeiros erros - parte I - a paixão cega!

 É  difícil assumir a culpa, principalmente quando queremos atribuir ao outro o que causamos a nós mesmos. 

Eu estava pronta para terminar, estava decidida, a carga emocional era forte e ele já não me fazia bem, eu era alegre, animada, sempre espontânea e ele acabou com isso pouco a pouco. 

Bobagem... eu permiti que ele fizesse isso, com seu ciúmes descabido, me afastou dos meus amigos homens, me afastou das amigas solteiras, me afastou dos próprios amigos e dos irmãos. 

Quanto mais eu tentava me fazer entender, quanto mais confiança eu queria passar eu ia dando a ele cada dia mais controle da minha vida e não posso culpá-lo por isso. 

Afinal, meu medo de perder esse homem maravilhoso que estava a minha frente era maior que meu amor próprio e isso é algo que jamais poderia ter acontecido. 

Nossa dependência emocional era mútua e descobri que não existe relação mais perigosa do que esta, eu já não ia mais na terapia , cancelei as aulas de teatro, parei de ir atrás de parcerias para o concurso, o concurso já não era importante para mim, eu abri mão de finais de semana com meu filho ou de fazer coisas simples que eu gostava, ele não pediu por nada disso... foi natural... eu escolia ele, sempre ele, estar com ele e ele pedia mais...

Mais amor, mais carinho, mais atenção, mais presença.... era quase um pedido constante "me sufoque até que eu desista de você" essa talvez seja sua autossabotagem , a minha sempre foi... "desconfie de tudo, até que não sobre mais nada" 

Enquanto eu dava mais do que recebia eu colocava desculpas para não receber de volta o que esperava... 

Falta de recursos financeiros, falta de tempo de qualidade, mas afinal o que eu mais queria, o que eu sempre quis valia muito, mas não custava nenhum valor comercial, COMPROMETIMENTO. 

Eu não ligava ( e não ligo) para falta de status ou dinheiro, onde há vontade sempre haverá oportunidades, abracei cada problema, com a ex, com o filho, com o pai, com os pais, com a separação dos pais, com os irmãos, com o melhor amigo, cada obstáculo eu sorria e abraçava, mas nada parecia ser o suficiente. 

Ele pediu para não ter raiva, mas no fundo eu sei que ele nunca quis nada sério... fugia sempre que falávamos de futuro, vinha sempre com uma frase "se um dia não estivermos juntos..." sempre preocupado com sua reputação acima do meu sentimento, se eu parar e analisar bem, suas demonstrações de amor foram forçadas, o pai me colocou no grupo da família e insistiu para que me pedisse em namoro, eu apressei muita coisa e cobrei muita ação fora de hora também... a Verdade é que enquanto ele me enganava para me manter por perto ele se apaixonou e eu sempre fui apaixonada, a medida se tornou desproporcional.  

a Paixão cegou tudo que havia de errado e fomos tapando os buracos com areia fina... choveu...e nos afundamos na areia movediça.  

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