Primeiros erros - parte IV - raiva e depressão
A verdade que eu só fui entender depois é que nunca tive uma chance, ele só estava ganhando tempo, preocupado se eu iria fazer alguma loucura ou pisar na bola e em como ele se sentiria com isso, ou o que pensariam dele...
Era puro egoísmo e meu corpo se enxia de raiva, quanto mais ele me desprezava, mais eu me humilhava... Ah como a gente cai nessas armadilhas?
Vou te explicar, a gente acredita e se apoia em qualquer fio de esperança...
Ele pediu para que eu não contasse a ninguém, para que eu não fizesse nada por enquanto e manteve a aliança na mão e o status no Instagram ( o status que ele colocou 1 dia antes de terminar comigo e depois jurou que queria terminar a tempos)
Agarrada em migalhas eu esqueci do fato de que ele estava agora convicto que terminou comigo por invasão de privacidade, quando na verdade foi logo após eu falar com a ex e antes dele descobrir que eu o assistia pela web, mas era mais cômodo assumir que eu era neurótica do que assumir que a ex exerceu influência em nosso término.
detalhes que só fui me atentar depois, depois que a fase de negação passou e conforme o tempo passava fui entendendo, sem querer entender, que na verdade ele só adiou o término por medo que eu me fizesse mal ou fizesse mal a ele, duvido que em algum momento ele tenha entendido a minha atitude como uma reação as atitudes dele... Agora eu era só uma criatura ciumenta e possessiva que não merece uma segunda chance por que sou perigosa ( segundo a ex) e precisava ser controlada... Da mais raiva ainda imaginar que enquanto eu me humilhava ele conversava com ela, pedia conselhos a ela e dizia a ela que tudo iria acabar de vez.
Eu sei que parte disso é minha raiva falando, entendo que existia sentimento nele, é cruel de mais acreditar que não havia nada , só ilusão... eu sentia o olhar dele apaixonado, a esperança dele em nós, sentia verdadeiramente o calor do abraço, o beijo , nosso amor era o melhor de todos, recheado de antes, durante e depois... Eu via a confusão nos olhos dele, era real.
Mas nesse momento eu precisava parar de me agarrar em qualquer coisa e focar no obvio... ele não me queria mais e jamais iria admitir o real motivo.
O mais triste nisso tudo é que com diálogo eu seria capaz de entender qualquer coisa, QUALQUER COISA, e abraçar seus medos e compartilhar seus dramas e acolher seus traumas sem julgamentos, eu posso querer tudo isso, posso querer arrastar a lua, mas é preciso aceitar que sozinha dois não brigam e a esta altura do campeonato eu me sentia cansada, melhor... exausta!
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